O Cretinismo é uma deficiência mental provocada por Hipotiroidismo congênito. A deficiência de hormônios da tireóide durante a gravidez e/ou nos primeiros dois a três anos de vida freqüentemente resulta em rebaixamento importante da inteligência, deficiência auditiva e de crescimento, sendo que nos casos graves observa-se retardamento mental, surdez e baixa estatura. Um quadro triste e irreversível, conhecido como cretinismo. A identificação da doença se faz pelo teste do pezinho.
A importância do teste do pezinho
Durante o desenvolvimento do recém-nascido a ausência da tiroxina, um dos hormônios da tireóide, impede o amadurecimento cerebral normal. O primeiro teste para detecção de hipotireoidismo precisa ser feito entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê, assim as mães devem retornar com o recém nascido à maternidade para que seja colhido umas gotinhas de sangue. No caso positivo para o hipotireoidismo o tratamento precisa começar no máximo em um mês, em que a criança passa a ingerir um comprimido diário (tiroxina) e visitar o médico pelo menos cinco vezes por ano, nos 12 meses iniciais. E assim, a criança vai ter uma vida absolutamente normal e sem comprometimento cerebral. É muito simples poder fazer um tratamento eficaz para o resto da vida.
Um recém-nascido com problemas na glândula tireóide pode ter aparência e função normais, isso porque foi suprido com certa quantidade de tiroxina pela mãe enquanto no útero. Contudo, algumas semanas após o nascimento, se o caso não for descoberto e tratado com urgência, este bebê possivelmente começará a apresentar lentidão nos movimentos, retardo do crescimento físico e deficiência no desenvolvimento mental.
Calcula-se que 1.5 milhões de recém nascidos não passam pelo Teste do Pezinho. Esta situação pode melhorar se a mídia divulgar o fato de que todo recém nascido deve em Posto de Saúde ou o Hospital realizar o Teste do Pezinho, porém não é só a mídia a responsável, existe toda uma conscientização que vem desde a educação, até cartilhas de divulgação por parte do governo federal e melhor capacitação dos profissionais da saúde para que não deixem as mães desinformadas. Existe uma Cartilha do Hipotireoidismo Congênito, resultado de um trabalho conjunto do Instituto da Tireóide, com apoio do Ache Laboratórios e a equipe do Ambulatório de Hipotireoidismo Congênito do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG*. (disponível em: http://www.ache.com.br/_anexos/Colecao_Ache_Hipotireoidismo1.pdf)
As carteiras de vacinações da rede pública trazem um “manual’ muito interessante sobre as características que seu filho deve apresentar com um mês, três meses, seis meses, até o 5º ano de vida, como sentar, engatinhar, andar, falar, etc. Também é importante comparar o desenvolvimento dele com o das outras crianças, principalmente em comportamentos básicos como se ele tem ânimo de brincar ou se dorme além do normal.
Muitas mães levam um susto e só vão descobrir que seu filho (a) tem essa doença na idade escolar, quando geralmente alguém da escola a chama para contar-lhe que seu filho (a) tem problemas e geralmente os pais custam a acreditar. Parece ilógica tal situação, mas diferentemente como ocorre na síndrome de down, o cretinismo encobre sintomas.
A carência de iodo e o cretinismo
Precisamos de iodo para manter o funcionamento normal da tireóide.
A origem da vida nos oceanos, fez com que o funcionamento da maior parte dos organismos se desenvolvesse baseado em elementos abundantes nos mares, e um elemento marítimo importante é o iodo. Pequenas quantidades desse elemento químico são necessárias para a vida da maioria dos organismos em nosso planeta.
A carência crônica de iodo pode levar a retardo mental, atingindo tanto o feto como o recém-nascido, prolongando-se pela fase escolar, adolescência e fase adulta, levando as crianças a terem baixo rendimento escolar, dificuldade de adaptação social, incapacidade relativa de trabalho na vida adulta e mesmo a sérios problemas de escolaridade e aquisição de novos conhecimentos.
A solução encontrada é a adição de iodo ao sal de cozinha, a um custo anual aproximado de 10 centavos de real por habitante. Em quase todo o mundo essa solução é a que apresenta a melhor relação custo/benefício, mas sua implementação pode ser problemática. Em muitos países, como no caso do Brasil, a iodação do sal é obrigatória por lei e regulamentada através de portarias do Ministério da Saúde. .
Apesar de existir solução para o problema e dos esforços da Organização Mundial da Saúde, a deficiência de iodo ainda causa milhares de vítimas em todo o mundo. No Brasil, a história recente da nutrição do iodo (dos últimos 20 anos) é cheia de altos e baixos e, por isso, preocupa bastante. Compreensivelmente, tanto a fiscalização das usinas de sal quanto a monitoração das crianças num país das dimensões do Brasil oferecem enormes desafios logísticos. Tendo em vista a gravidade dos distúrbios causados pela carência de iodo, amostras de sal são analisadas periodicamente.
A legislação sobre o uso do iodo no Brasil
O primeiro decreto sobre iodo no sal foi publicado em 1959, quando se determinava que o sal fosse iodado na proporção de 10 mg/kg de sal. Todavia o decreto mencionou que tal providência somente seria mandatória por lei em "áreas de bócio endêmico". Como o decreto era vago e não abrangente ninguém o cumpriu. Em 1975 o censo de bócio em escolares (quase 900.000 crianças) em todo o Brasil indicou que cerca de 15% apresentava bócio. Este número é considerado muito elevado.
Seguiram-se outros decretos e leis, mas somente em 1982 é que se criou um grupo de trabalho no Ministério da Saúde, assim o iodo seria distribuído gratuitamente, a toda à indústria salineira e a fiscalização seria severa. Mas foi somente a partir de 1992 que se conseguiu ter todo o sal, para consumo humano e animal corretamente iodado. (cerca de 40mg/kg de sal.) Pela Lei nº. 900516-03-1995O Ministério da Saúde estabelece a proporção de Iodo/sal e autoriza o fornecimento de iodato às salineiras. Existe uma dosagem mínima de iodo para seu consumo diário (aproximadamente 200 microgramas). As necessidades de iodo para o ser humano são variáveis, dependendo da idade, sexo, estado gestacional ou período de lactação, calor e umidade regionais, além de hábitos individuais de adição de sal ao alimento.
A importância do teste do pezinho
Durante o desenvolvimento do recém-nascido a ausência da tiroxina, um dos hormônios da tireóide, impede o amadurecimento cerebral normal. O primeiro teste para detecção de hipotireoidismo precisa ser feito entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê, assim as mães devem retornar com o recém nascido à maternidade para que seja colhido umas gotinhas de sangue. No caso positivo para o hipotireoidismo o tratamento precisa começar no máximo em um mês, em que a criança passa a ingerir um comprimido diário (tiroxina) e visitar o médico pelo menos cinco vezes por ano, nos 12 meses iniciais. E assim, a criança vai ter uma vida absolutamente normal e sem comprometimento cerebral. É muito simples poder fazer um tratamento eficaz para o resto da vida.
Um recém-nascido com problemas na glândula tireóide pode ter aparência e função normais, isso porque foi suprido com certa quantidade de tiroxina pela mãe enquanto no útero. Contudo, algumas semanas após o nascimento, se o caso não for descoberto e tratado com urgência, este bebê possivelmente começará a apresentar lentidão nos movimentos, retardo do crescimento físico e deficiência no desenvolvimento mental.
Calcula-se que 1.5 milhões de recém nascidos não passam pelo Teste do Pezinho. Esta situação pode melhorar se a mídia divulgar o fato de que todo recém nascido deve em Posto de Saúde ou o Hospital realizar o Teste do Pezinho, porém não é só a mídia a responsável, existe toda uma conscientização que vem desde a educação, até cartilhas de divulgação por parte do governo federal e melhor capacitação dos profissionais da saúde para que não deixem as mães desinformadas. Existe uma Cartilha do Hipotireoidismo Congênito, resultado de um trabalho conjunto do Instituto da Tireóide, com apoio do Ache Laboratórios e a equipe do Ambulatório de Hipotireoidismo Congênito do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG*. (disponível em: http://www.ache.com.br/_anexos/Colecao_Ache_Hipotireoidismo1.pdf)
As carteiras de vacinações da rede pública trazem um “manual’ muito interessante sobre as características que seu filho deve apresentar com um mês, três meses, seis meses, até o 5º ano de vida, como sentar, engatinhar, andar, falar, etc. Também é importante comparar o desenvolvimento dele com o das outras crianças, principalmente em comportamentos básicos como se ele tem ânimo de brincar ou se dorme além do normal.
Muitas mães levam um susto e só vão descobrir que seu filho (a) tem essa doença na idade escolar, quando geralmente alguém da escola a chama para contar-lhe que seu filho (a) tem problemas e geralmente os pais custam a acreditar. Parece ilógica tal situação, mas diferentemente como ocorre na síndrome de down, o cretinismo encobre sintomas.
A carência de iodo e o cretinismo
Precisamos de iodo para manter o funcionamento normal da tireóide.
A origem da vida nos oceanos, fez com que o funcionamento da maior parte dos organismos se desenvolvesse baseado em elementos abundantes nos mares, e um elemento marítimo importante é o iodo. Pequenas quantidades desse elemento químico são necessárias para a vida da maioria dos organismos em nosso planeta.
A carência crônica de iodo pode levar a retardo mental, atingindo tanto o feto como o recém-nascido, prolongando-se pela fase escolar, adolescência e fase adulta, levando as crianças a terem baixo rendimento escolar, dificuldade de adaptação social, incapacidade relativa de trabalho na vida adulta e mesmo a sérios problemas de escolaridade e aquisição de novos conhecimentos.
A solução encontrada é a adição de iodo ao sal de cozinha, a um custo anual aproximado de 10 centavos de real por habitante. Em quase todo o mundo essa solução é a que apresenta a melhor relação custo/benefício, mas sua implementação pode ser problemática. Em muitos países, como no caso do Brasil, a iodação do sal é obrigatória por lei e regulamentada através de portarias do Ministério da Saúde. .
Apesar de existir solução para o problema e dos esforços da Organização Mundial da Saúde, a deficiência de iodo ainda causa milhares de vítimas em todo o mundo. No Brasil, a história recente da nutrição do iodo (dos últimos 20 anos) é cheia de altos e baixos e, por isso, preocupa bastante. Compreensivelmente, tanto a fiscalização das usinas de sal quanto a monitoração das crianças num país das dimensões do Brasil oferecem enormes desafios logísticos. Tendo em vista a gravidade dos distúrbios causados pela carência de iodo, amostras de sal são analisadas periodicamente.
A legislação sobre o uso do iodo no Brasil
O primeiro decreto sobre iodo no sal foi publicado em 1959, quando se determinava que o sal fosse iodado na proporção de 10 mg/kg de sal. Todavia o decreto mencionou que tal providência somente seria mandatória por lei em "áreas de bócio endêmico". Como o decreto era vago e não abrangente ninguém o cumpriu. Em 1975 o censo de bócio em escolares (quase 900.000 crianças) em todo o Brasil indicou que cerca de 15% apresentava bócio. Este número é considerado muito elevado.
Seguiram-se outros decretos e leis, mas somente em 1982 é que se criou um grupo de trabalho no Ministério da Saúde, assim o iodo seria distribuído gratuitamente, a toda à indústria salineira e a fiscalização seria severa. Mas foi somente a partir de 1992 que se conseguiu ter todo o sal, para consumo humano e animal corretamente iodado. (cerca de 40mg/kg de sal.) Pela Lei nº. 900516-03-1995O Ministério da Saúde estabelece a proporção de Iodo/sal e autoriza o fornecimento de iodato às salineiras. Existe uma dosagem mínima de iodo para seu consumo diário (aproximadamente 200 microgramas). As necessidades de iodo para o ser humano são variáveis, dependendo da idade, sexo, estado gestacional ou período de lactação, calor e umidade regionais, além de hábitos individuais de adição de sal ao alimento.
Fonte:
http://www.indatir.org.br/o_iodo_t.htm
http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3969&bd=2&pg=1&lg=
*Acidentes em usinas nucleares, assim como artefatos nucleares potencialmente utilizáveis por grupos terroristas, liberam grandes quantidades de iodo radioativo. Em condições normais, esse iodo radioativo também se concentra na tireóide e, mais tarde pode resultar em câncer da glândula. Uma vez que a deficiência de iodo faz com que à tireóide aumente muito sua capacidade de captar e concentrar esse elemento (bócio), um acidente nuclear dessa natureza teria proporções muito mais devastadoras em regiões carentes em iodo, como foi o caso em Chernobyl na Ucrânia, em 1986.


