Filha de Jerson Domingos pede exoneração do Tribunal de Justiça

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Uma semana antes da inspeção do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) no TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que começou ontem, a filha do presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, do PMDB, Lyandra Fogolin Domingos Siufi, pediu exoneração do gabinete do desembargador Rêmulo Leteriello.

O marido dela, contudo, permanece empregado na corte. Somados, os salários do casal, mesmo sem ser concursado, alcançam a cifra de R$ 18 mil, o equivalente ao ganho de dois vereadores de Campo Grande.

Lyandra foi nomeada por meio da Portaria 1042, publicada no Diário da Justiça no dia 11 de julho de 2008. Ela ocupava até o dia 24 deste mês, semana passada, o cargo de assessora de Leteriello. A exoneração dela foi publicada no Diário de Justiça do último dia 26. Ganhava em torno de R$ 9 mil mensais. Antes disso, a filha do parlamentar aparece como nomeada oficial de gabinete de desembargador, cargo que deve ter exercido a partir de fevereiro de 2007.

A reportagem quis saber o motivo da exoneração, mas não conseguiu. O marido de Lyandra, Benjamin Siufi Neto, também trabalha no TJ-MS. Ele é assessor jurídico-administrativo da Ouvidoria da corte estadual e recebe salário mensal de R$ 9 mil. Pela regra do TJ-MS, marido e mulher não poderiam trabalhar na corte. Ou um ou outro.

Siufi Neto foi nomeado depois da mulher, por meio da Portaria 943, publicada no dia 3 de junho do ano passado.

O genro de Jerson Domingos tentou entrar no TJ-MS por meio de concurso público em setembro do ano passado, mas não conseguiu. Ele brigou por vaga de Analista Judiciário da Secretaria da corte, cujo salário é de R$ 2.482,40. Siufi não passou nem primeira na fase da concorrência

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