Humorista lança “Rap do Mensalinho” sobre a corrupção em Dourados

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O humorista Diogo Portugal lançou um rap sobre a corrupção em Dourados (MS), durante show realizado na cidade.

Em vídeo publicado em seu site este mês, ele disse que preparou um espaço somente para falar sobre a situação vivida pelo município, após ver várias notícias no Jornal Nacional e brincou lembrando a sapatada que um vereador recebeu de populares após tentar presidir uma sessão na Câmara Municipal.

O vereador na ocasião era um dos 11 vereadores envolvidos no “mensalinho” e tinha acabado de ser liberado pela Justiça após ser preso durante a Operação “Uragano”, da Polícia Federal.

Portugal ainda brincou com o falso atentado simulado pelo ex-prefeito Ari Artuzi (sem partido), dizendo que ele tinha sofrido um atentado, mas só que dessa vez era de verdade. Teriam jogado um dicionário no carro, já que fala muitas palavras erradas.

Usando bordões do ex-prefeito como “ajuda eu”, que virou refrão do “Rap do Mensalinho”, Portugal não esquece as frase polêmicas e as gafes cometidas por Artuzi durante entrevistas com a imprensa, de quando ele se referiu que fazia “trabalho de branco” para falar sobre as obras no município.

Para o humorista, o deputado Tiririca seria culto perto do ex-prefeito de Dourados.

A letra do Rap cita também um dos protagonistas da operação “Uragano”, o jornalista e ex-secretário municipal, Eleandro Passaia que é chamado de cinegrafista “X-9”.

No final da letra, Portugal manda um recado para os eleitores de Dourados, para que eles votem certo nas próximas eleições.

Veja o vídeo:

1 comentários:

walden disse...

O pessoal pagou para assistir esse show, ou foi de graça? Muita maldade para um nome tão bonito (Portugal)!

Aqui no Brasil, só se chuta cachorro morto, ou político do PT (inclusive o Lula, quando era presidente). Lá no Irã é parecido: pode-se falar mal de alguma mulher "mais esperta" (corresponde a chutar o Ari Valdecir) e pode-se espinafrar o Holocausto. Mas sinto falta, lá e aqui, de críticas mais abusadas à "turma do meio": prefeito de capital, governador, desembargador, promotor de justiça, sobrinho de deputado, lobistas, etc.

Quanto à eleição em Dourados, o povo de lá vai errar de novo. Como dizia Pelé, num lance de clarividência, o povo não sabe votar. A não ser para presidente, emendo eu. O povo sabe (ou imagina que sabe) o que faz um Presidente, mas não o que faz um governador, prefeito de capital, senador, deputado federal, deputado estadual e vereador. E porisso, para esses cargos, 20% vota no "mais simpático", 20% por gratidão (clientelismo), 20% por salário (cabos eleitorais e familiares). Sobram 40% para exercerem a Democracia. E desses 40%, é bom tirar 10%, desiludidos e amargurados com a Política.

Não sou e nunca fui petista, mas muitas vezes gosto de votar nos "companheiros" porque, eleitos, vou poder criticá-los sem medo de perseguição (como disse uma vez, em entrevista não localizada, um professor da UFMS, referindo-se ao Zé Orcírio, o partido estava no Governo, mas não no Poder).

Se eu fosse Douradense, votava (por dois ou mais motivos) na Tatiana Ujacow, ou, sendo impossível, no candidato em último lugar nas pesquisas.

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